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segunda-feira, 10 de outubro de 2022
A Filosofia Racionalista de René Descartes genialmente apresentada pelo professor David Erlich
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segunda-feira, 23 de outubro de 2017
Blade Runner, de Ridley Scott (1982)
Acerca
do visionamento e comentários dos alunos de FILOSOFIA A – leituras e reflexões
retiradas dos trabalhos realizados pelos/as alunos/as:
Mas o que distingue, afinal, os Replicantes dos seres humanos? As Memórias (ou melhor, a sua ausência, uma vez que não tiveram infância). As Emoções (o seu criador não lhes teria inculcado a faculdade emocional). E a Duração (os Replicantes Nexus 6 estavam programados para uma vida útil de apenas quatro anos).
O que é o
ser humano? Qual o caminho da humanidade, senão, dirão os existencialistas, a
infinita angústia da consciência da finitude? Agora, mais abandonado, num
universo onde ‘Deus está morto’? Esta é
a essência do ‘ser homem’, a busca transcendente que, no filme, é empreendida
pelos andróides, mais humanos do que
os humanos: são eles que questionam o sentido da finitude, são eles que
procuram Deus como resposta possível – e não a encontram. Assim, a morte de Roy
é a morte de um homem sem deus, é, de certa forma, a morte de deus afirmada
numa atmosfera cinzenta, chuvosa e niilista, sob o céu de uma inclemente Los Angels, algures no futuro
representado no ano de 2019.
FICHA TÉCNICA:
Título original - Blade Runner
Ano - 1982
Duração - 117 min.
País: Estados Unidos
Diretor: Ridley Scott
Guião: David Webb Peoples, Hampton Fancher (Novela: Philip K. Dick)
Música: Vangelis
Fotografía: Jordan Cronenweth
Elenco de atores: Harrison Ford, Rutger Hauer, Sean Young, Daryl Hannah, Edward James Olmos, Joanna Cassidy, Brion James, Joe Turkel, M. Emmet Walsh, William Sanderson, James Hong, Morgan Paull, Hy Pyke.
Produtora: Warner Bros. / Ladd Company / Shaw Brothers
Roy Batty
|
Blade
Runner é um filme que pode ter uma leitura filosófica, se
entendermos que a questão que lhe subjaz é a questão fundamental da Filosofia: o que é o Homem?
Perguntar «o que é o Homem?» é procurar
onde reside a sua Humanidade.
Podemos, desde logo, afastar o critério do
aspeto ou aparência (os Replicantes Nexus 6 são robôs perfeitos,
andróides com aspeto humano), na
senda, aliás, da Filosofia clássica desde Parménides de Eleia e Platão.
Poderemos, então, encontrar esse critério
na Razão, como afirmou o Racionalismo e o Idealismo? Blade Runner demonstra a insuficiência desta resposta. Os robôs da
série Nexus 6, os Replicantes – principais personagens do
filme, a par do seu caçador, Rick Deckard – sendo idênticos aos seres humanos
ao ponto da sua identificação ser demasiado difícil e subtil, eram, no mínimo
tão inteligentes quanto os engenheiros genéticos que os criaram. Foram criados
para colonizar outros planetas, sendo usados como escravos em tarefas perigosas
e situações de alto risco – foram, portanto, concebidos como se fossem seres
humanos elevados à perfeição: mais inteligentes, mais ágeis, mais fortes, mais
belos. Após um motim violento
protagonizado por um grupo de Replicantes
Nexus 6, são declarados ilegais; alguns fogem para a Terra. Os Blade Runner são a polícia especial cuja
missão é exterminar os Replicantes fugitivos – ‘atirar a matar’. A solução
final é entregue a Deckard.
Mas o que distingue, afinal, os Replicantes dos seres humanos? As Memórias (ou melhor, a sua ausência, uma vez que não tiveram infância). As Emoções (o seu criador não lhes teria inculcado a faculdade emocional). E a Duração (os Replicantes Nexus 6 estavam programados para uma vida útil de apenas quatro anos).
Todos estes critérios vão sendo postos em causa no
decorrer do filme: as memórias ‘fictícias’ de uma infância que não tiveram mas
‘criaram’ questiona, também, a essência da Memória, desse reservatório seletivo
com o qual reescrevemos grande parte do passado a partir da inteligibilidade do
presente.
A memória, as emoções e os sentimentos que, afinal os Replicantes desenvolveram estão na
base de uma das cenas clássicas do filme e do cinema, a morte de Roy. Depois de
salvar o seu perseguidor da morte, mostrando a clemência que a ‘humanidade’ de
Deckart, o caçador de androides, não logrou, Roy recorda com emoção o que viveu
e assinala que essas recordações morrerão com ele, dissolver-se-ão como
lágrimas na chuva.
Esta cena, de uma extraordinária beleza, interpela
temas clássicos da Filosofia, como a existência de Deus e a imortalidade da
alma; interpela, conjuntamente, o problema do sentido da existência, da morte e
da finitude.
Será que os andróides conquistarão, também uma vida
para além dos quatro anos da sua duração útil? Esta questão decorre do filme e
da cena da morte de Roy – será, quiçá, a pomba que se liberta das suas mãos,
como uma ‘alma’ que busca a eternidade. Não esqueçamos que, qual Zeus que vence
o seu divino pai, Cronos, Roy assassinara com as suas mãos potentes, Tyrell, o
criador dos Replicantes que se negara
a aumentar-lhes o tempo de vida. A morte de Deus.
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Ridley Scott
quinta-feira, 15 de junho de 2017
Guia compreensivo para o estudante: 10º ano, Ensino Regular - Aula θ (1)
Aviso
Nesta lição trataremos da religião. Porém, este estudo poderá ser, segundo o currículo de Filosofia do 10º ano, pelo estudo da estética. Para tal lição, verifique-se a lição θ (2).Religiões a estudar
Existem inúmeras religiões espalhadas um pouco por todo o mundo. Porém, neste artigo, iremos explorar as chamadas Religiões reveladas ou Religiões do livro. Estas religiões são:- Judaísmo;
- Cristianismo;
- Islamismo.
Para que são necessárias as religiões?
A necessidade das religiões é normalmente descrita como sendo o facto de dar sentido à vida. Isto provém do facto que religiões como, por exemplo, o Cristianismo, dizerem explicitamente que existe vida após a morte, e que existe, neste caso, um Paraíso e um Inferno.Para além disto, Deus é visto como tendo criado tudo com um propósito, e é também visto como tendo prometido uma recompensa (o Paraíso) para os que cumprem Sua vontade. Cumprir a vontade deste ser superior e ser, por isso, recompensados com uma vida após a vida terrena é visto como uma maneira de estabelecer um significado para a vida pelos religiosos.
Posições sobre a existência de Deus
Existem várias posições relativamente à existência de Deus, que se englobam em três categorias:- Deus existe - Teísmo, Deísmo, Panteísmo, Fideísmo;
- Não se sabe se Deus existe - Agnosticismo;
- Deus não existe - Ateísmo.
- Teísmo - Deus é exterior e superior ao mundo, e é o seu criador.
- Deísmo - Deus criou o mundo, porém, não interfere com ele presentemente.
- Panteísmo - Deus é o Mundo em si. Tudo e todos compõem um Deus abrangente, e o Universo é idêntico a Deus.
- Fideísmo - A razão e a religião são incompatíveis. Defendido pelo filósofo Søren Kierkegaard.
Argumentos religiosos
Estudarás três argumentos a favor da existência de Deus. Vejamos:- Argumento ontológico: Se Deus é um ser perfeito, pode ser imaginado, e a existência é mais perfeita do que não existência, então Deus necessariamente terá que existir.
- Argumento cosmológico: Este argumento diz-nos que tudo teve de ter uma origem (princípio causa-efeito), e, visto que o Universo existe, teve de ter uma origem, que é Deus.
- Argumento do Desígnio: Este argumento compara o mundo a um relógio, e pode ser expresso da seguinte maneira:
- «O relógio, pela sua complexidade e pelo modo como está ordenado, é uma máquina que tem que ter um autor e construtor inteligente, com capacidades proporcionais à sua obra — o relojoeiro humano.»
- «O mundo, pela sua complexidade e pelo modo como está ordenado, é como um relógio.»
- «Logo, o mundo também tem que ter um autor e construtor inteligente, com capacidades proporcionais à sua obra — o relojoeiro divino (Deus).(1)
Argumento de Kant (agnóstico)
- Para Kant, Deus não pode ser conhecido, logo é somente uma "ideia". Porém, se podemos imaginar um ser sumamente perfeito e sumamente bom, temos o Dever de viver como se ele existisse.
Argumento ateu
- Argumento do mal: Se Deus é sumamente bom, omnisciente, e omnipotente, porque existe mal no mundo? Se ele desconhece o mal, então não é omnisciente. Se conhece o mal mas não o consegue corrigir, então não é omnipotente. Finalmente, se conhece o mal mas não o corrige, então não é sumamente bom.
- Os ateus colocam ainda o ónus da prova nos religiosos, ou seja, são os religiosos que devem apresentar as provas da existência de Deus, e não os ateus a provar que Deus não existe.
Exercícios
1 - Qual dos argumentos religiosos compara o mundo a um relógio?2 - Que filósofo argumentou que Deus é somente uma "ideia"?
3 - Qual é o outro nome das Religiões reveladas?
Resolução
1 - Argumento do Desígnio.2 - Immanuel Kant.
3 - Religiões do livro.
Notas
(1) - Retirado de http://criticanarede.com/fil_designio.htmlBibliografia
https://www.gotquestions.org/Portugues/argumento-ontologico.htmlhttp://criticanarede.com/fil_designio.html
sábado, 11 de março de 2017
Filosofia com Tejo ao Fundo: do 'Cogito' cartesiano às Provas da Existência de Deus (esquema de aula )
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